A deterioração das ruas tem gerado insatisfação entre os moradores da região do Caiobá, que decidiram criar uma comissão para reunir reclamações e exigir providências da Prefeitura de Campo Grande. O grupo, que também inclui residentes dos bairros Santa Emília e São Conrado, vem buscando contato com a administração municipal desde fevereiro, mas até o momento não obteve uma previsão para a realização de obras ou serviços de manutenção.
A Moradora do Portal Caiobá e integrante da comissão, Lana Camila Portilha, explicou que a iniciativa foi motivada por anos de problemas e um aumento substancial nas queixas por parte dos moradores. "As ruas estão detonadas. Todo dia alguém manda foto ou vídeo mostrando buracos, carros atolados ou algum problema novo. A gente resolveu se unir porque sozinho ninguém estava conseguindo ser ouvido", destacou.
Entre as principais reivindicações da comissão estão o patrolamento, o cascalhamento e a limpeza das vias. Embora a pavimentação também esteja nos planos da comunidade, os moradores reconhecem que essa demanda depende de projetos mais amplos e pedem, ao menos, intervenções emergenciais para melhorar as condições de tráfego. Lana ressaltou: "Nós estamos pedindo asfalto, mas não deram previsão para este ano. O patrolamento e o cascalhamento no Caiobá I já ajudariam muito. A limpeza também é urgente".
Uma das situações críticas mencionadas pela comissão refere-se a um buraco na Rua Cassandra, na esquina com a Rua Ilha de Marajó, no Bairro Santa Emília. De acordo com os relatos, um carro ficou preso em uma vala, enquanto outro veículo foi danificado ao passar por um buraco na área. A Rua Poética também foi citada como um dos trechos mais problemáticos devido ao tamanho dos buracos, que dificultam a passagem de veículos e pedestres.
Além das questões relacionadas às vias, a comissão também apontou problemas de limpeza urbana. Um dos locais mencionados fica na Avenida Nova América, próximo ao início da Rua Cachoeira do Campo, onde os moradores relatam o crescimento excessivo de mato e o descarte irregular de lixo. Lana comentou que a situação é crítica: "Há muitos anos não vemos limpeza naquele trecho. Tem muito mato e as pessoas acabam jogando lixo. Já encontramos até animal morto no local".
Os representantes da comunidade têm buscado, repetidamente, soluções junto à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). A expectativa aumentou em abril, quando equipes realizaram serviços em parte da região, mas até agora não houve retorno. "Eles vieram no dia 17 de abril com patrola e cascalho, fizeram um trecho de um quarteirão e foram embora. Até hoje não voltaram e não deram nenhuma previsão", afirmou Lana.




