No dia 3 de julho, a maior tragédia aérea de 2026 em Mato Grosso do Sul resultou na morte do piloto Henrique Martin de Carvalho, de 42 anos, e da pesquisadora Lydia Theresia Möcklinghoff, de 45 anos. Este incidente é parte de um total de 18 registros de acidentes e incidentes com aeronaves no estado, sendo que, até o momento, 17 casos já haviam sido identificados pelo Sipaer (Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), com oito deles classificados como mais graves, mas sem vítimas fatais.
O Sipaer é gerido pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), que faz parte do Comando da Aeronáutica. O primeiro acidente grave do ano ocorreu em Deodápolis, a 265 quilômetros de Campo Grande, onde uma aeronave modelo RV-10 LSA colidiu com vegetação ao tentar pousar, resultando em perda de controle e excesso de peso em um dos lados do avião.
Outro incidente relevante foi registrado no final de janeiro, quando um Cessna Aircraft teve falha no motor logo após a decolagem do aeródromo da Fazenda São Miguel, em Corumbá. A aeronave, que se dirigia ao aeródromo da Fazenda Santa Helena do Pantanal, não conseguiu completar o trajeto, forçando um pouso de emergência.
O acidente mais recente levantado pelo Sipaer ocorreu em 26 de junho e também envolveu um pouso forçado. Um Cessna Aircraft, que saiu do Aeródromo Estância Santa Maria em Campo Grande em direção à Fazenda Girua, precisou pousar em uma lavoura em São Gabriel do Oeste devido à perda de potência do motor.
Além dos acidentes, foram registrados outros cinco incidentes. O mais severo aconteceu em Ponta Porã, onde uma aeronave que decolou do Aeroporto de Santo Antônio, em Leverger (MT), tentou pousar em Ponta Porã, mesmo com a pista fechada. O piloto não se comunicou com a rádio local nem verificou o Aviso aos Aeronavegantes, colocando em risco os passageiros a bordo.
Os incidentes, que não resultaram em vítimas ou danos significativos, ocorreram em diversas cidades, incluindo Corumbá, Ivinhema e Campo Grande. As ocorrências foram categorizadas como perda de controle no solo, incursão em pista, falha de motor e operação em baixa altitude. O Sipaer continuará a investigar os casos e um relatório final será publicado pelo Cenipa ao término das apurações.




