No último domingo, uma Enquete do Campo Grande News foi lançada com o objetivo de saber se os moradores da capital utilizariam mais ônibus caso o serviço de transporte coletivo apresentasse melhorias. A concessão do sistema está sob intervenção da Prefeitura de Campo Grande desde o dia 16 de junho, e essa medida tem validade de até 180 dias, ou seja, seis meses.
Durante esse período, a gestão do transporte coletivo passou a ser realizada diretamente pelo poder público, por meio de uma equipe interventora. O Consórcio Guaicurus, que antes detinha a gestão, segue como concessionário formal, mas perdeu os poderes de operação. O contrato de concessão, iniciado em 2012, ainda possui um prazo de sete anos para ser cumprido.
A realidade do transporte na cidade envolve o deslocamento diário de aproximadamente 120 a 140 mil pessoas, com uma frota de cerca de 400 ônibus em circulação. Contudo, a renovação da frota, que tem uma vida útil prevista de cinco anos, está atrasada, o que se tornou uma das principais queixas dos usuários do sistema.
Atualmente, um diagnóstico está sendo realizado para avaliar a situação do transporte coletivo. A intervenção pode resultar em um acordo entre a Prefeitura e o Consórcio Guaicurus ou, em uma eventualidade, na declaração de caducidade do contrato. Essa última situação levaria a uma nova licitação para o transporte na capital, o que poderia alterar de forma significativa a dinâmica do serviço prestado à população.




