O dólar comercial teve uma nova queda nesta sexta-feira (3), finalizando o dia com a cotação de R$ 5,1680, o que representa uma desvalorização de 0,76%. O volume de negociação foi reduzido, em parte devido ao feriado antecipado da Independência nos Estados Unidos. Apesar do recuo no último dia de negociações, a moeda norte-americana apresentou uma leve alta acumulada de 0,02% ao longo da semana e um avanço de 0,10% no mês.
No acumulado do ano, no entanto, a moeda registra uma desvalorização de 5,84% em relação ao real. Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,74% nesta sexta-feira, fechando aos 174.070 pontos. Ao longo da semana, o índice acumulou uma alta de 0,45%, e no mês, a valorização chega a 1,19%. No ano, o Ibovespa já apresenta um crescimento de 8,03%.
Os dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos repercutiram entre os investidores. O relatório oficial divulgado na quinta-feira (2) indicou a criação de 57 mil novas vagas de emprego em junho, número que ficou abaixo das 113 mil vagas esperadas pelos economistas. Além disso, a taxa de desemprego nos Estados Unidos caiu de 4,3% para 4,2%. Essa criação de postos abaixo do esperado reforçou a percepção de uma desaceleração no mercado de trabalho norte-americano.
Esse cenário impactou as expectativas em relação a uma possível alta de juros na próxima reunião do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos. A expectativa sobre a taxa de juros americana tem uma relação direta com o câmbio, uma vez que taxas mais elevadas tornam os investimentos nos Estados Unidos mais atrativos, aumentando a demanda por dólares. Quando há uma percepção de menor probabilidade de aumento nas taxas, a pressão sobre a moeda tende a diminuir.
No Brasil, os investidores também acompanharam os dados da produção industrial, que mostraram uma queda de 0,2% em maio em relação a abril, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em comparação ao mesmo mês de 2025, houve um leve avanço de 0,2%. Contudo, o resultado ficou abaixo das projeções do mercado, indicando desafios na recuperação do setor industrial brasileiro.




