Na manhã desta quinta-feira (2), Moradores da Rua Gaudêncio Ajala, localizada no Bairro Tiradentes, em Campo Grande, foram surpreendidos por uma obra que resultou na interdição da via e na quebra de fossas. A intervenção, realizada sem qualquer aviso prévio, deixou dejetos expostos, gerando forte mau cheiro e incertezas sobre o acesso às residências até a finalização dos serviços.
Uma moradora, que preferiu não se identificar, relatou que reside no bairro há cerca de 40 anos e ficou perplexa com a situação. "A gente acordou e a rua estava interditada. Algumas casas que tinham fossa do lado de fora ficaram com tudo quebrado. Tem água de fossa, dejetos na rua e um cheiro muito forte", afirmou. A Rua Gaudêncio Ajala é a última do bairro e, por muito tempo, não recebeu manutenção por parte da Prefeitura.
A vegetação tomou conta da pista ao longo do tempo, mas há algumas semanas, equipes iniciaram obras em ruas adjacentes, com a expectativa de implantação da rede de esgoto e posterior pavimentação. Entretanto, a moradora destacou que, ao contrário do que observou em outras vias, na Rua Gaudêncio Ajala as equipes começaram a quebrar fossas externas e calçadas sem qualquer comunicação prévia.
"Nas outras ruas eu vi que estavam limpando e fazendo o esgoto, mas não vi calçadas ou fossas quebradas. Na nossa rua simplesmente chegaram quebrando tudo", relatou. Ela expressou preocupação em relação ao funcionamento da nova rede de esgoto e questionou a destinação dos dejetos após a remoção das fossas.
Além disso, a moradora se mostrou apreensiva sobre como ficará a rotina das famílias até que a obra seja concluída. A interdição da rua a impediu de sair para trabalhar e levar os filhos à escola. Apesar da insatisfação, ela ainda não procurou a Prefeitura para registrar uma reclamação, pois não sabe qual canal deve acionar.
A reportagem buscou contato com a Prefeitura de Campo Grande para obter esclarecimentos sobre a obra, a falta de aviso prévio aos moradores e as medidas que serão adotadas para mitigar os impactos da intervenção. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno por parte da administração municipal. O espaço permanece aberto para manifestações.




