A píton albina Capitu voltou a ser o centro das atenções no Bioparque Pantanal, em Campo Grande, ao ser flagrada em um momento de imersão na água nesta quarta-feira (1º). Com um cenário que mescla tons de verde, amarelo e azul, a situação remete mais a um intervalo durante uma partida de futebol do que a uma rotina de manejo. No entanto, para a serpente, não há a presença de árbitro ou substituições, mas sim cuidados diários essenciais para sua saúde.
A imersão na água faz parte das práticas de manejo que garantem o bem-estar do animal. Essa atividade ajuda a manter a umidade corporal da cobra, além de auxiliar no processo de troca de pele. Embora a cena possa ser interpretada como um “spa”, trata-se de uma rotina técnica e obrigatória, similar à pausa para hidratação que os jogadores fazem durante os jogos. A água também serve como uma forma de reposição indireta de líquido, uma vez que as pítons têm a capacidade de absorver água pela pele.
Com a proximidade da Copa do Mundo de 2026, uma das novidades do evento será a implementação de pausas para que os jogadores possam se hidratar com água e isotônicos, especialmente em partidas realizadas sob altas temperaturas, típicas do Verão dos Estados Unidos. Apesar de Capitu não fazer parte da Seleção Brasileira, ela realiza um processo semelhante à sua maneira. Ao entrar na água, a serpente diminui seu ritmo e “reorganiza o jogo” do seu próprio organismo, em um tempo que segue o ritmo da natureza.
O ambiente do Bioparque Pantanal oferece um contraste visual interessante, onde os verdes da vegetação se combinam com o amarelo da pele da serpente e o azul da piscina. Capitu reside no Bioparque desde novembro de 2024, após ser resgatada e mantida em um espaço semelhante a um aquário. Desde sua chegada, ela já protagonizou diversos episódios que atraem a atenção do público, como as trocas de pele e momentos em que foi observada ingerindo água para regular sua temperatura corporal em dias quentes.
Além disso, registros do acompanhamento de seu crescimento mostram ganho de peso e aumento de comprimento, evidenciando a adaptação da píton albina ao seu novo lar. Essas interações entre a serpente e o ambiente proporcionam uma oportunidade única para os visitantes observarem não apenas a beleza do animal, mas também a importância dos cuidados que garantem seu bem-estar no Bioparque Pantanal.




