A emergência da Santa Casa de Campo Grande está passando por uma fase de superlotação, com mais de 100 atendimentos registrados em apenas 24 horas. Marcos Bonilha, coordenador médico do Pronto-Socorro, destacou que, embora o hospital já trabalhe frequentemente com superlotação, a situação atual extrapola o que é habitual. "Estamos absorvendo muitos pacientes clínicos, além de sermos referência para politraumatizados e doenças cardíacas", afirmou.
Na última quarta-feira (1º), o hospital recebeu quatro pacientes de São Gabriel do Oeste, vítimas de um acidente. Outro politraumatizado foi trazido de Sidrolândia. Bonilha observou que a complexidade dos casos tem aumentado, com um número crescente de pacientes mais jovens apresentando infartos e descontrole de glicemia. Aqueles com menor gravidade acabam sendo acomodados nos corredores, aguardando atendimento em leitos adequados.
Na manhã desta quinta-feira (2), a emergência contava com 91 pacientes, muitos deles em espera por até 18 ou 24 horas. Bonilha também ressaltou que a Santa Casa enfrenta constantemente um déficit financeiro, o que compromete a qualidade da acomodação dos pacientes. "Não conseguimos oferecer a acomodação ideal, mas os atendimentos são realizados dentro das condições necessárias", declarou o coordenador.
Um incidente notável que contribuiu para a alta demanda foi um acidente envolvendo um ônibus que transportava trabalhadores de uma fábrica. O veículo saiu da pista após ser atingido na traseira por uma carreta cegonha, no km 609 da BR-163, em São Gabriel do Oeste, a 137 quilômetros de Campo Grande. Este acidente resultou em quatro pessoas gravemente feridas e outras 45 que passaram por avaliação das equipes de resgate.




