O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, se manifestou nesta quarta-feira (1º) sobre as sanções impostas pelos Estados Unidos a pessoas e empresas associadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Durante a inauguração de um escritório antifraude em São Paulo, ele enfatizou que a soberania do Brasil deve ser respeitada, afirmando que as sanções não interfeririam na cooperação entre os dois países, tendo impacto restrito ao território americano.
As sanções foram anunciadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA, que incluiu no pacote dois cidadãos brasileiros, três empresas do Brasil e uma empresa portuguesa, em decorrência de vínculos com o PCC, que foi classificado como uma organização terrorista.
Lima destacou a importância das nações fortalecerem suas estratégias de combate ao Crime Organizado, desde que haja respeito pela soberania dos outros países. Ele afirmou que o Brasil precisa avançar na implementação de seus próprios mecanismos de combate a atividades ilícitas. O novo escritório em São Paulo é parte de uma estratégia para sufocar financeiramente as facções criminosas.
Além da unidade em São Paulo, estão previstas inaugurações de escritórios semelhantes no Rio de Janeiro e em Foz do Iguaçu, com o objetivo de intensificar a luta contra o Crime Organizado em diferentes regiões do país.
Em uma atualização sobre o impacto do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, o governo federal informou que a iniciativa, que recebeu um investimento de R$ 11 bilhões desde seu lançamento em maio, já gerou um prejuízo estimado em R$ 3 bilhões para as facções criminosas em todo o Brasil. Essa informação ressalta a efetividade do programa no enfrentamento ao Crime Organizado no país.




