A Atvos lançou na última quarta-feira (1º) a pedra fundamental de sua primeira usina de etanol de milho, localizada na Unidade Santa Luzia, em Nova Alvorada do Sul. O evento contou com a presença do governador Eduardo Riedel, que enfatizou a importância do investimento bilionário para o Estado, prevendo a criação de cerca de dois mil empregos durante a fase de construção.
A nova usina será integrada à unidade existente que já produz etanol a partir da cana-de-açúcar, e também passará a gerar biometano, diversificando a plataforma de bioenergia da empresa. O investimento total no empreendimento ultrapassa R$ 1 bilhão, e a estrutura terá capacidade para processar 642 mil toneladas de milho anualmente.
Durante a cerimônia, Riedel destacou que esse tipo de investimento oferece mais oportunidades de emprego e representa a confiança do setor privado em Mato Grosso do Sul. Ele afirmou que “o melhor programa social que existe é o emprego”, ressaltando a importância de garantir que as pessoas tenham acesso a trabalho digno e remuneração adequada.
Além do etanol, a unidade terá capacidade para produzir 273 mil metros cúbicos de etanol por ano, 183 mil toneladas de DDG (grãos secos de destilaria), que é um coproduto rico em proteínas, e 13 mil toneladas de óleo de milho. Esses produtos fazem parte da estratégia de crescimento sustentável da Atvos, que visa consolidar o milho como uma nova fonte de expansão complementar à cana-de-açúcar.
O CEO da Atvos, Bruno Serapião, reforçou que o investimento fortalece a posição da empresa na produção de combustíveis renováveis e destaca a importância da integração das operações de cana-de-açúcar e milho. Ele afirmou que o diferencial da Atvos não se limita apenas à produção de etanol de milho, mas também à forma como essa produção é realizada, aproveitando sinergias industriais e utilizando energia renovável proveniente da biomassa, o que contribui para a redução da intensidade de carbono na produção.
A Atvos também destacou que o novo empreendimento reforça a posição de Mato Grosso do Sul como um dos principais polos brasileiros de bioenergia. O etanol é visto como uma das soluções mais promissoras para a descarbonização do transporte, abrangendo também os setores marítimo e da aviação, devido à sua menor pegada de carbono e à possibilidade de produção em larga escala. Com a nova usina, a empresa espera ampliar a oferta de energia renovável e consolidar sua atuação na transição energética.




