Autoridades do governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, expressaram críticas em relação ao plano da opositora venezuelana María Corina Machado de retornar à Venezuela, especialmente após os terremotos que devastaram o país recentemente. De acordo com informações, membros da Casa Branca consideram que essa iniciativa pode gerar "drama desnecessário" para o Departamento de Estado, que está focado em coordenar esforços de ajuda humanitária ao país.
Os altos escalões do Governo Trump veem a tentativa de María Corina como uma ameaça à estabilidade política interna da Venezuela, em um momento em que os Estados Unidos tentam trabalhar com autoridades chavistas. Um funcionário do governo descreveu as ações da opositora como "oportunismo político" e "grotesca". Outra fonte afirmou que a intenção dela é se apresentar como uma figura central na distribuição de ajuda às vítimas.
María Corina, por sua vez, tem se manifestado publicamente sobre a necessidade de seu retorno ao país, afirmando que deseja estar ao lado da população durante esse período difícil. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ela mencionou seu desejo de ajudar na busca e no consolo dos afetados pelos terremotos, além de acusar o regime de Delcy Rodríguez de tentar obstruir sua entrada no país.
A opositora intensificou seus esforços para convencer autoridades americanas a facilitar seu retorno, incluindo contatos com o secretário de Estado Marco Rubio e o vice-secretário de Estado Christopher Landau. A insistência de María Corina, no entanto, teria causado descontentamento entre alguns membros do governo, em especial Rubio.
As tensões aumentaram na medida em que María Corina manifestou interesse em participar das operações de busca e resgate. O governo venezuelano, por sua vez, continua mobilizando equipes de emergência para localizar sobreviventes e retirar vítimas dos escombros.
Autoridades americanas temem que o retorno de María Corina neste momento possa provocar instabilidade civil e prejudicar os esforços de socorro. Um representante do Governo Trump destacou que o Departamento de Estado está concentrado na maior operação de recuperação realizada pelos EUA na Venezuela e que o momento não é propício para transformações políticas em torno da tragédia.




