A busca por informações sobre familiares em meio a uma tragédia levou mais de 20 IMIGRANTES venezuelanos a procurar a Prefeitura de Dourados nesta quarta-feira (1º). Este foi o primeiro dia de funcionamento da Central de Informações, criada para atender IMIGRANTES que desejam notícias de parentes e amigos atingidos pelos terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que ocorreram na Venezuela no último dia 24 de junho. O SERVIÇO está instalado na Central de Atendimento aos IMIGRANTES (CAI) e, só na manhã de sua abertura, recebeu um número significativo de pessoas.
Yaneska Perdomo e José Ângelo Simon, que vivem em Dourados há pouco mais de três anos, estão entre os que buscaram o atendimento. Sem conseguir contato com familiares nas áreas afetadas, expressaram a angústia pela incerteza sobre o bem-estar de seus entes queridos. "Não sabemos como eles estão, se estão bem. Essa incerteza é muito angustiante, e esse SERVIÇO de intermediação é muito importante para nós", afirmou José.
Além do suporte para obter informações sobre parentes, os IMIGRANTES também têm acesso a serviços do Projeto Bienvenido, promovido pela Secretaria Municipal de Assistência Social. Este projeto oferece apoio na regularização de documentos, atendimento psicológico, Assistência Social, acompanhamento familiar, cursos de qualificação profissional e encaminhamento ao mercado de trabalho.
As informações disponibilizadas pela Central são fundamentadas em dados oficiais do Governo da Venezuela, do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e de outras organizações de assistência humanitária, garantindo assim a segurança e a confiabilidade para as famílias em busca de notícias.
O prefeito Marçal Filho ressaltou que a criação da Central reafirma o compromisso da cidade com a população migrante. Ele destacou que "neste momento de profunda dor para o povo venezuelano, Dourados reafirma sua vocação de cidade acolhedora". O trabalho realizado integra informações das áreas de saúde, educação e do Cadastro Único do Governo Federal, considerando que o fluxo migratório é constante, com pessoas que chegam, saem ou permanecem temporariamente na cidade.
A socióloga Ediliana Dias, que atua no Projeto Bienvenido, informou que um mapeamento da população imigrante deve ser concluído até novembro deste ano. Este levantamento servirá para orientar políticas públicas e fortalecer os pedidos de apoio técnico, logístico e financeiro junto ao Governo Federal.




