A Prefeitura de Campo Grande reportou uma redução de R$ 5,1 milhões nos gastos com água, energia elétrica e combustível durante o primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. Essa informação foi apresentada em uma tabela como parte da defesa do município em uma ação popular que contesta o decreto que implementou a contenção de gastos e a diminuição do horário de atendimento nas repartições municipais.
De acordo com os dados, as despesas totais com os três serviços caíram de R$ 18.938.275,22 para R$ 13.808.975,07, resultando em uma diferença de R$ 5.129.300,15. A diminuição geral é de aproximadamente 27%. A maior redução foi observada nas contas de energia elétrica, onde os valores pagos à Energisa passaram de R$ 10.573.219,04 no primeiro trimestre de 2025 para R$ 8.078.828,50 em 2026, uma queda de R$ 2.494.390,54, correspondente a 24%.
Em relação aos serviços de abastecimento de água, a conta da Águas Guariroba teve uma diminuição de R$ 5.910.700,57 para R$ 4.113.604,72, representando uma economia de R$ 1.797.095,85, ou seja, 30%. Já os gastos com combustível, que estão relacionados à SH Informática, diminuíram de R$ 2.454.355,61 para R$ 1.616.541,85, resultando em uma economia de R$ 837.813,76 e uma redução de 34%.
A tabela foi apresentada no processo movido pelo advogado Adauto Alves Souto, que questiona o decreto da Prefeitura de Campo Grande e a gestão da prefeita Adriane Lopes, do partido PP. A ação popular argumenta que a redução do horário de atendimento presencial, que agora é das 7h30 às 13h30, dificulta o acesso da população aos serviços públicos, especialmente para trabalhadores que precisam de atendimento no período da tarde.
O autor da ação também afirma que a Prefeitura não apresentou um estudo técnico que comprove a economia gerada com a alteração do horário. Em resposta, a defesa do município contestou essa afirmação, enfatizando que é competência da prefeita organizar o funcionamento da administração municipal. Além disso, a Prefeitura alegou que as medidas fazem parte da autonomia do Executivo e são necessárias, dado que “a receita é menor do que as despesas”.
A Prefeitura ressaltou ainda que as ações visam à responsabilidade social e à redução do consumo de recursos naturais, como água e energia elétrica. A medida de contenção de gastos foi prorrogada até 31 de dezembro e mantém restrições em áreas como nomeações, contratações, gratificações, diárias, horas extras e ampliação de contratos que possam aumentar despesas. O pacote de medidas também exige que os órgãos municipais reduzam, em pelo menos 25%, seus gastos com água, energia elétrica, impressão, combustíveis e serviços de terceiros, além de prever a renegociação e reavaliação de contratos e convênios.




