A taxa de desemprego no Brasil, referente ao trimestre que se encerrou em maio, foi de 5,6%, marcando o menor índice já registrado para este período desde o início da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que começou em 2012. Essa taxa representa uma redução em relação ao trimestre anterior, que tinha registrado 5,8%. Em 2025, o índice para o mesmo trimestre era de 6,2%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira (26).
William Kratochwill, analista da pesquisa, destacou que a conquista desse patamar histórico indica uma tendência de aquecimento do mercado de trabalho, evidenciada pela crescente absorção de mão de obra. A pesquisa revelou que o número total de desocupados no país ficou em 6,1 milhões, um número estável se comparado ao trimestre encerrado em fevereiro, quando eram 6,2 milhões. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve uma redução de 9,3%, já que em 2022 o número de desocupados era de 6,7 milhões.
No que diz respeito à população ocupada, os dados mostram que 102,7 milhões de pessoas estavam empregadas no trimestre encerrado em maio, o que representa um aumento de 0,5% em relação ao trimestre anterior, com a inclusão de mais 558 mil trabalhadores. A pesquisa do IBGE considera pessoas a partir de 14 anos e abrange todas as formas de ocupação, incluindo empregos formais e informais.
Sobre os rendimentos, o trabalhador brasileiro apresentou um rendimento médio mensal de R$ 3.726, valor que se manteve estável em relação ao trimestre anterior, quando foi registrado R$ 3.756. Este número também é 4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, levando em conta a inflação.
A taxa de informalidade, que mede a proporção de trabalhadores sem registro na carteira de trabalho, foi de 37,3%, correspondendo a 38,3 milhões de trabalhadores. Em comparação ao ano anterior, a taxa de informalidade teve leve queda, já que em 2022 era de 37,8%. Os trabalhadores informais, que não possuem garantias como férias e décimo terceiro salário, incluem aqueles que são empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ.
Além disso, a pesquisa revelou que 66,6% dos trabalhadores contribuíram para a previdência, totalizando 68,4 milhões de pessoas. Essa contribuição é essencial para garantir direitos como aposentadoria e benefícios em caso de incapacidade ou falecimento. O IBGE considera contribuinte aqueles que pagam para a previdência oficial, que pode ser federal, estadual ou municipal.




