Sica informou que a suspensão imposta a Deolane pode variar entre 90 e 360 dias. Durante esse período, o Tribunal de Ética da OAB-SP irá conduzir um julgamento que pode resultar em condenação, suspensão, exclusão ou absolvição da advogada. Ele enfatizou a importância de que o procedimento disciplinar esteja em conformidade com o devido processo legal.
O presidente da OAB-SP também abordou a situação de Deolane enquanto ela está presa. Ele ressaltou que a instituição está acompanhando o pedido de transferência da advogada para uma cela especial, uma vez que a legislação prevê que todo advogado em prisão preventiva deve ser colocado em condições diferenciadas. "A OAB atua para garantir esse direito a todos os advogados do estado de São Paulo", afirmou Sica.
Leonardo Sica destacou que a OAB-SP tem o compromisso de proteger as prerrogativas dos advogados e aplicar o código de ética aos seus associados. Ele mencionou que a escolha de agir em prol da ética e da legalidade, mesmo diante de desafios, é uma prioridade para a instituição. "Enquanto estivermos aqui, continuaremos a fazer as coisas certas", declarou.
Deolane Bezerra foi um dos alvos da Operação Vérnix, deflagrada em 21 de maio pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil. As investigações apontam que ela estaria envolvida em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), atuando como 'caixa' da facção criminosa.
Os investigadores alegam que Deolane recebeu valores do PCC através de uma empresa de transportes, que foi identificada como um braço financeiro da organização. Juntamente com ela, outros indivíduos, como Marco Herbas Camacho, conhecido como Marcola, estão sendo investigados por movimentações financeiras suspeitas que totalizaram mais de R$ 20 milhões, revelando uma discrepância significativa entre os valores declarados ao Fisco e as transações identificadas.
A Justiça já reconheceu que a empresa ligada a Deolane foi utilizada para lavagem de capitais em benefício do PCC. As investigações também indicam que o comando do esquema partia de dentro do sistema penitenciário federal, com Marcola e seu irmão envolvidos na administração financeira das operações da transportadora, além do repasse de ordens e divisão de lucros obtidos pela facção.




