Na quarta-feira (24), um poderoso terremoto abalou a costa norte da Venezuela, resultando no desabamento de edificações em Caracas. O tremor, classificado com uma magnitude preliminar de 7,5 pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), ocorreu apenas 40 segundos após um tremor precursor, que teve uma magnitude de 7,2.
A medição de terremotos é um desafio, uma vez que esses eventos sísmicos ocorrem de forma abrupta e, em muitos casos, em escala global. Quando a crosta terrestre se desloca rapidamente, isso provoca um terremoto, liberando energia que se propaga como ondas sísmicas, sendo percebidas por pessoas, estruturas e infraestruturas nas proximidades.
As ondas sísmicas, junto a outros fatores relacionados ao movimento do solo, são fundamentais para determinar a magnitude de um terremoto, que é avaliada em uma escala que vai até 10. Por outro lado, a intensidade do tremor é avaliada com base em uma escala que utiliza algarismos romanos. Esta classificação é baseada nos danos observados e em relatos de testemunhas.
Para categorizar a força e o tamanho dos terremotos, os cientistas frequentemente utilizam a “escala de magnitude de momento”, que oferece uma descrição mais precisa do que a antiga “escala Richter”. Essa escala é fundamentada no conceito de “momento sísmico”, que considera a extensão do deslocamento da crosta terrestre, a área afetada ao longo da fissura e a força necessária para superar o atrito no local, além das ondas sísmicas geradas pela movimentação.
A magnitude do momento aumenta quando há maior atrito e deslocamento ao longo de distâncias maiores. As ondas sísmicas são captadas por instrumentos chamados sismógrafos, que operam com um pêndulo conectado a uma mola, registrando o tremor da Terra e gerando um gráfico conhecido como sismograma. A escala de magnitude classifica os terremotos em 10 números, sendo que um aumento de um número inteiro indica uma liberação de 32 vezes mais energia.
A intensidade do tremor é mensurada pela “Escala Mercalli Modificada” (MMI), que avalia a força do terremoto em diferentes localidades ao redor de seu epicentro, o ponto na superfície da Terra diretamente acima da origem do fenômeno subterrâneo. A MMI utiliza algarismos romanos para classificar a intensidade de um terremoto, levando em conta avaliações de danos estruturais e relatos de observadores. A consideração da intensidade é crucial, pois fatores como o tipo de terreno, a profundidade do terremoto e a localização desempenham papéis significativos na gravidade dos danos causados por um evento sísmico.




