O inverno no hemisfério sul teve início no último domingo (21) e, com ele, as temperaturas em várias partes do Brasil começam a cair. No entanto, a estação promete ser diferente em muitas regiões devido ao fenômeno conhecido como El Niño.
Durante a edição do programa Ao Agora CNN, o meteorologista Alexandre Nascimento, da Nottus Meteorologia, apresentou as expectativas para os próximos meses. Ele destacou que o frio será mais intenso no início do inverno, mas a tendência é que essa sensação diminua conforme a estação avança. Nascimento prevê que, possivelmente, a partir de agosto, as temperaturas deverão subir, fazendo com que o frio seja menos perceptível até o fim do inverno, que se dá em setembro.
O especialista comparou a situação atual com o ano anterior, quando o fenômeno La Niña predominava no clima brasileiro. Ele lembrou que, em 2022, o frio começou cedo e persistiu, levando a registros de geadas na Serra Catarinense até dezembro.
Em relação ao impacto do El Niño, Nascimento especificou que, na região sul do Brasil, e possivelmente em partes de São Paulo e Mato Grosso do Sul, as chuvas devem ser superiores à média. Por outro lado, no Nordeste e em partes da região Norte, englobando os estados do Pará, Amapá e Tocantins, a previsão é de seca. Nas demais áreas, especialmente no Sudeste e Centro-Oeste, as condições climáticas devem ser marcadas por temperaturas mais altas e chuvas irregulares.
O meteorologista também alertou para a possibilidade de eventos climáticos extremos no centro-sul do país, incluindo São Paulo e Mato Grosso do Sul. Ele enfatizou que o contraste entre ondas de calor seguidas da chegada de frentes frias pode resultar em instabilidades meteorológicas severas, com a possibilidade de chuvas intensas, granizo e ventos fortes.
"A alternância entre períodos de calor intenso e a chegada de frentes frias pode causar condições propensas a tempestades severas. Portanto, é importante estar sempre atento às informações meteorológicas", concluiu Nascimento, destacando que este ano pode ser um dos mais críticos para o fenômeno El Niño, que ocorre em um cenário de mudanças climáticas crescentes.




