As apreensões de emagrecedores nas rodovias que cortam Mato Grosso do Sul apresentaram um aumento alarmante, quase dobrando em relação ao ano anterior. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) revelou que desde o início de 2026, já foram apreendidos 6.657 itens, enquanto em todo o ano de 2025, o total foi de 5.281. Essa mudança nas estatísticas indica que a média mensal de apreensões saltou de pouco mais de 700 para cerca de 1,3 mil neste ano.
Os dados mostram que as rodovias com maior volume de apreensões são a BR-163, especialmente em Sonora, a BR-060 em Campo Grande e a BR-463 em Ponta Porã. Outras rodovias que também figuram na lista incluem a BR-267 em Maracaju, a BR-163 em Coxim, a BR-262 em Água Clara, a BR-060 em Sidrolândia e a BR-163 em Rio Brilhante. Essa diversidade de locais reflete a extensão do problema em diferentes regiões do estado.
Os emagrecedores são frequentemente transportados em cargas mistas, acompanhados de outros produtos importados, como perfumes e eletrônicos. Para dificultar a fiscalização, muitos são ocultados em compartimentos secretos dos veículos, utilizando espaços inusitados como painéis, para-choques e compartimentos de estepe. Essa estratégia tem contribuído para o aumento das apreensões, uma vez que os infratores tentam burlar a fiscalização.
A PRF alerta que a entrada irregular desses medicamentos no Brasil é um grave risco à saúde pública. Os produtos não possuem registro nos órgãos reguladores do país e são transportados sem o controle de temperatura necessário, comprometendo sua eficácia e segurança. Essa situação levanta preocupações sobre as consequências do uso desses produtos não regulamentados.
Em um recente evento, realizado no dia 19 de junho, a PRF/MS escoltou a incineração de mais de uma tonelada de emagrecedores, produtos de beleza e anabolizantes em uma empresa especializada em descarte de resíduos de saúde em Dourados. Os mais de 20 mil itens incinerados haviam sido apreendidos pela Vigilância Sanitária Estadual, muitos dos quais foram enviados da fronteira por meio de correios ou transportadoras. O aumento das apreensões e a consequente necessidade de descarte adequado desses produtos reforçam a urgência de enfrentar essa questão de saúde pública.




