A estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026, marcada pelo empate contra o Marrocos, gerou críticas direcionadas ao técnico Carlo Ancelotti, especialmente pela ausência de Endrick entre os titulares. Parte da torcida manifestou seu descontentamento e pede a inclusão do atacante na próxima partida contra o Haiti, agendada para esta sexta-feira, dia 19. Endrick demonstrou seu incômodo por não ter contribuído com a seleção no jogo realizado no último sábado, dia 13. Em uma leitura labial registrada durante a partida, o jovem jogador foi visto ao lado de Neymar expressando sua insatisfação: “Mas é isso, né. Uai, se eu pudesse, eu entrava”.
Marília Rocha, primeira treinadora de Endrick, comentou sobre a situação, afirmando que a reação do atleta não a surpreendeu. Ela relembra do garoto que conheceu aos 4 anos em uma escolinha de futebol em Valparaíso de Goiás (GO), destacando a mesma expressão de revolta que o jogador apresentava quando era colocado no banco há 15 anos. “Eu consigo enxergar ele hoje adulto e ele criança”, afirmou Marília.
A treinadora ressaltou que Endrick sempre demonstrou uma competitividade acima da média para sua idade, frequentemente jogando em categorias superiores. Ele tinha o desejo de ser o protagonista em campo, buscando sempre a camisa 10 e a faixa de capitão, além de querer ser responsável pela cobrança de faltas e pênaltis. Marília recorda que, mesmo deixando-o no banco em algumas partidas para ensiná-lo sobre a importância de compartilhar o espaço, Endrick não gostava dessa abordagem.
Marília acompanhou a trajetória de Endrick dos 4 aos 10 anos, período em que ele se transferiu para as categorias de base do Palmeiras. Mesmo após sua saída para clubes maiores, ela continuou a acompanhar seu desenvolvimento e mantém um forte vínculo com o jogador. Em suas redes sociais, Marília se apresenta como “a primeira treinadora do Endrick”. O relacionamento entre eles vai além do futebol, pois Endrick frequentava sua casa e compartilhou momentos importantes com seu filho, Lucas, que atualmente trabalha como assessor pessoal do atacante no Real Madrid.
A treinadora demonstrou otimismo em relação à possibilidade de Endrick ser escalado contra o Haiti, acreditando que a pressão da torcida após a estreia não passará despercebida por Ancelotti. “Acho que ele pode até entrar como titular. Se não entrar, no segundo tempo é certeza. A torcida estava gritando o nome dele no jogo passado e acredito que o técnico sentiu essa pressão”, avaliou.
Marília se mostrou confiante de que Endrick merece mais oportunidades na seleção. “Não vejo hoje outro jogador com as características do Endrick. Ele é decisivo. A Copa do Mundo é um sonho para ele, e aquela fala para o Neymar mostra exatamente isso. Ele sabe o potencial que tem e acredita que pode fazer a diferença”, concluiu.




