A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prendeu, nesta quarta-feira (18), dois homens investigados por crimes de violência doméstica e familiar contra mulheres. As prisões ocorreram durante a Operação Mulher Segura, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, e foram realizadas por equipes da Seção de Investigação Geral (SIG) e do Núcleo de Capturas da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª Deam) de Campo Grande.
Um dos indivíduos capturados é um homem de 29 anos, que estava foragido da Justiça há cerca de quatro anos. Ele foi localizado na cidade de Posse (GO) após um trabalho de inteligência que envolveu a troca de informações entre a equipe da 1ª Deam de Campo Grande e forças de segurança do estado de Goiás. As investigações sobre sua conduta iniciaram em dezembro de 2022, quando uma mulher de 23 anos procurou a Polícia Civil para relatar agressões físicas e psicológicas praticadas por seu companheiro, com quem tinha um relacionamento de aproximadamente seis anos e duas filhas gêmeas.
De acordo com os relatos, o investigado apresentava comportamentos possessivos e ciúmes excessivos, frequentemente ofendendo a vítima. Em um dos episódios mais graves, ocorrido em uma propriedade rural na região de Ponta Porã, a mulher foi empurrada e agredida com socos após manifestar a intenção de terminar o relacionamento. Apesar da concessão de medidas protetivas de urgência, as ameaças persistiram.
Em setembro de 2025, a mulher voltou a buscar ajuda da Polícia Civil, relatando que estava recebendo mensagens intimidatórias e ameaças de morte, que também envolviam suas filhas menores. O investigado teria afirmado que mataria a ex-companheira caso a encontrasse e que retiraria as crianças da creche.
A vítima, hoje com 33 anos, já possuía medidas protetivas em vigor desde 2025. Apesar das restrições impostas pela Justiça, o homem continuou a contatá-la de maneira insistente a partir de janeiro de 2026, utilizando diferentes números de telefone e perfis em redes sociais para driblar os bloqueios. Ele passou a monitorar a rotina da mulher, enviar mensagens intimidatórias e fazer cobranças indevidas, além de proferir ameaças veladas, como adverti-la para “tomar cuidado ao atravessar a rua”.
Essa situação gerou na vítima uma constante sensação de vigilância e medo, levando-a a pedir demissão do emprego e até a planejar uma mudança para outra cidade em busca de segurança. Diante da gravidade das ações do investigado e da reiteração das condutas criminosas, o Poder Judiciário decretou sua prisão preventiva, que foi cumprida pelas equipes da Polícia Civil. Após as capturas, os dois homens presos foram colocados à disposição da Justiça.




