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    Vigilância Sanitária destrói carga de emagrecedores ilegais em Mato Grosso do Sul

    RedaçãoBy Redação18 de junho, 2026
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    Nesta quinta-feira, dia 18 de junho, a Vigilância Sanitária Estadual dará início à incineração de mais de uma tonelada de medicamentos e substâncias irregulares. A carga, que será transportada de Campo Grande para a região de fronteira de Mato Grosso do Sul, inclui análogos ao popular "Mounjaro", substâncias utilizadas para emagrecimento rápido, além de peptídeos estéticos e esteroides anabolizantes de origem estrangeira, todos sem registro ou autorização da Anvisa.

    O transporte dos itens apreendidos será realizado por um caminhão sob escolta da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A destruição dos produtos encerra um ciclo que teve início meses atrás com a Operação Visa-Protege, conduzida pela Coordenadoria Estadual de Vigilância Sanitária. Essa operação destacou Mato Grosso do Sul como uma das principais rotas de entrada e redistribuição de medicamentos clandestinos no Brasil.

    Desde o início da operação, fiscais da Vigilância Sanitária apreenderam aproximadamente uma tonelada de produtos ilegais, com um valor estimado superior a R$ 10 milhões. Os medicamentos eram interceptados no Centro de Triagem dos Correios, em Campo Grande, antes de seguirem para várias partes do Brasil, especialmente para estados do Nordeste. Entre os métodos utilizados para driblar a fiscalização, estavam medicamentos escondidos em bonecas, bichos de pelúcia, e outros objetos.

    Dentre os produtos apreendidos, destacam-se os medicamentos à base de tirzepatida, que são utilizados em canetas emagrecedoras, as quais têm se tornado um fenômeno nacional. A Vigilância Sanitária expressa preocupação não apenas com os casos de contrabando, mas também com a segurança desses produtos. Muitos deles já foram alvo de alertas sanitários no Paraguai, onde a Dinavisa classificou diversos peptídeos e hormônios como de "risco grave à saúde pública" e determinou a suspensão do uso.

    Essas substâncias, fabricadas sem controle de qualidade e segurança, continuaram a entrar no Brasil pela fronteira seca e eram redistribuídas a consumidores de várias regiões. A situação do mercado clandestino de anabolizantes também se agravou, com o aumento do acesso a hormônios e esteroides que são vendidos sem supervisão sanitária, muitas vezes por meio de aplicativos de mensagens.

    Especialistas alertam que o uso indiscriminado dessas substâncias pode levar a sérias complicações de saúde, incluindo problemas cardiovasculares, hepáticos e hormonais. A Secretaria de Estado de Saúde informou que todos os produtos que serão incinerados foram apreendidos por comercialização irregular e por não possuírem regularização junto à Anvisa, representando riscos significativos à saúde dos consumidores devido à falta de garantia quanto à sua procedência e composição.

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