O Governo do Estado oficializou a assinatura do contrato para a construção de uma maternidade em Corumbá, localizada a 428 quilômetros da capital, Campo Grande. O investimento previsto para a nova unidade de saúde é de R$ 74.885.000,00, conforme divulgado no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (17). Esta maternidade será destinada a atendimentos de média e alta complexidade, incluindo a instalação de uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal.
Os recursos alocados para a construção são oriundos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) II, vinculado ao Governo Federal. A execução da obra ficará a cargo da Alcance Engenharia e Construção, uma empresa com sede em Minas Gerais. O prazo estipulado para a conclusão dos trabalhos é de 1.080 dias, o que significa que a entrega da maternidade está prevista para 2029.
A nova maternidade será erguida em um terreno cedido pela Prefeitura de Corumbá, situado na Rua Pedro de Medeiro. A unidade de saúde será integrada ao Centro de Parto Normal Peri-Hospitalar, que já está em fase de construção. Além de oferecer um atendimento humanizado e integral para gestantes e recém-nascidos, a nova estrutura contará com um banco de leite materno, uma sala de acolhimento especializado para vítimas de violência e uma sala destinada a exames.
Atualmente, a cidade enfrenta uma situação preocupante em relação à assistência prestada na maternidade que opera dentro da Santa Casa, que atende pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). Investigações do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) revelaram suspeitas de que a assistência oferecida tem sido inadequada, com quase 70 mortes de bebês registradas em um período de dois anos. Foram 35 óbitos em 2020 e 34 em 2021.
Recentemente, no dia 17 de março de 2024, familiares de bebês e gestantes que perderam suas vidas realizaram uma manifestação em Corumbá, exigindo a implantação de uma UTI neonatal na Santa Casa. Durante o ato, os participantes relataram que muitas mortes poderiam ter sido evitadas com um atendimento mais especializado. Além disso, apontaram falhas na estrutura e no atendimento, o que gerou insegurança entre gestantes e levou algumas a procurarem assistência em outras localidades.




