Na última terça-feira (16), Aymen Hussein fez história ao marcar o primeiro gol do Iraque na Copa do Mundo de 2026, na partida que ocorreu contra a Noruega. O atacante já havia se destacado ao garantir a vitória da seleção iraquiana por 2 a 1 sobre a Bolívia, na repescagem intercontinental realizada em abril de 2026. Essa vitória foi fundamental para o retorno do Iraque ao Mundial após quatro décadas, já que a única participação anterior do país havia ocorrido na Copa do México, em 1986.
Apesar do sucesso em campo, a trajetória de Hussein é marcada por desafios e tragédias pessoais. No momento em que desembarcou nos Estados Unidos com a delegação iraquiana, o jogador enfrentou um contratempo significativo: ele foi interrogado por sete horas pelas autoridades de imigração no aeroporto de Chicago. A situação foi relatada pela agência de notícias Shafaq News, que informou que Hussein passou por procedimentos de investigação e verificação antes de ser liberado para seguir sua viagem.
A história de Aymen Hussein vai além do futebol. Em 2008, quando ainda era um adolescente, ele sofreu a perda do pai, que foi assassinado pela Al-Qaeda. Anos depois, em 2014, seu irmão foi sequestrado pelo Estado Islâmico e seu paradeiro permanece desconhecido. Para agravar a situação familiar, a casa onde a família residia, localizada na cidade de Kirkuk, foi destruída em meio aos conflitos que afetaram a região.
Esses eventos trágicos moldaram a vida de Hussein, que agora brilha nos gramados da Copa do Mundo. Seu desempenho não apenas representa uma conquista esportiva, mas também uma superação pessoal diante de tantas adversidades. O gol marcado por Hussein na Copa de 2026 é um símbolo de resiliência e esperança para o povo iraquiano, que celebra a participação de sua seleção após anos de luta e sofrimento.




