A marca BYD transformou o cenário da mobilidade elétrica no Brasil em um intervalo de menos de quatro anos. Desde a chegada de seus primeiros modelos em 2021, a fabricante chinesa evoluiu rapidamente, alcançando a liderança nas vendas de veículos 100% elétricos no país. Até agosto de 2025, foram vendidas mais de 150 mil unidades, com um recorde de 10 mil emplacamentos em dezembro de 2024, um marco que a coloca em pé de igualdade com grandes nomes do setor automotivo nacional.
A trajetória de sucesso da BYD no Brasil é atribuída a uma combinação de fatores, que inclui a sua tecnologia de bateria própria, um portfólio diversificado e uma estratégia de preços acessíveis. O destaque vai para a Bateria Blade, que utiliza uma química de lítio, ferro e fosfato. Essa bateria não apenas proporciona uma autonomia competitiva, mas também passou por rigorosos testes para garantir seu desempenho em condições extremas, tanto de temperatura quanto de impacto.
O portfólio da BYD no Brasil é considerado um dos mais abrangentes entre as montadoras de veículos elétricos. A linha inclui modelos como o Dolphin Mini, focado em uso urbano, com autonomia de 280 km, e o Dolphin, um hatchback que oferece até 426 km de autonomia, sendo o modelo mais vendido da marca por dois anos consecutivos. Outras opções, como o Dolphin Plus, Yuan Plus, e modelos como o Song Plus, Han e Tan, atendem a diferentes perfis de consumidores, proporcionando uma alternativa viável aos veículos a combustão.
Além da tecnologia avançada, a BYD também se destaca pela menor complexidade de manutenção de seus veículos elétricos. Os motores elétricos têm menos peças móveis em comparação com os motores a combustão, o que resulta em menos intervenções e custos reduzidos ao longo da vida útil do veículo, mesmo que ainda seja necessário cuidar de componentes como pneus e freios.
Um marco importante para a empresa foi a inauguração de sua fábrica em Camaçari, na Bahia, cuja produção começou em julho de 2025 com o primeiro BYD Dolphin Mini. Com um investimento total previsto de R$ 5,5 bilhões, a unidade se torna a maior fábrica de veículos elétricos da América Latina. A produção local promete não apenas a redução dos custos logísticos, mas também a possibilidade de preços mais competitivos para os modelos fabricados no Brasil, além de contribuir para o desenvolvimento de um novo polo industrial no Nordeste focado na mobilidade do futuro.



