A postura do governo dos EUA em relação à UNRWA tem sido de forte crítica, com o secretário de Estado, Marco Rubio, classificando a agência como “uma subsidiária do Hamas”. Essa pressão internacional, somada ao relatório da Usaid, que identificou que 12% dos 12.521 funcionários da UNRWA na Faixa de Gaza, ou seja, cerca de 1.462, teriam vínculos com o Hamas ou outras organizações jihadistas, contribuiu para a decisão de demissão.
A organização não governamental UN Watch, que monitora as atividades da ONU, elogiou a demissão, mas considerou a medida insuficiente. Hillel Neuer, diretor-executivo da UN Watch, afirmou que a ação é apenas um início e que investigações indicam a presença de pelo menos 1.500 membros e afiliados do Hamas na UNRWA em Gaza. Neuer criticou ainda a declaração da UNRWA, que alegou que as demissões não significavam uma “admissão de culpa”, mas uma medida preventiva.
O relatório da Usaid detalhou casos graves, incluindo um vice-diretor de escola da ONU que atuava também como vice-comandante de uma companhia das forças especiais do Hamas. Outro vice-diretor exercia a função de líder de esquadrão, evidenciando a intersecção entre as funções civis e militares dentro da agência.
O governo de Israel também se manifestou, acusando a ONU de evitar mencionar o Hamas em suas comunicações e criticando a UNRWA por abrigar terroristas. A nota oficial de Israel declara que a UNRWA se tornou um braço operacional do grupo terrorista por permitir que suas instalações funcionem como quartéis-generais do Hamas. Em resposta, a UNRWA defendeu que não possui capacidades de polícia ou inteligência, argumentando que interagir com grupos armados é uma necessidade para a distribuição de ajuda humanitária em áreas de conflito.




