Na quarta-feira, dia 10, o regime islâmico do Irã declarou o fechamento total do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo. A medida foi anunciada logo após novos ataques realizados pelos Estados Unidos em alvos iranianos, intensificando ainda mais a tensão na região. O comunicado das forças armadas iranianas, divulgado por agências estatais, informou que o estreito está fechado "para todos os tipos de embarcações", incluindo navios comerciais e petroleiros.
De acordo com os militares iranianos, qualquer embarcação que tentar atravessar a rota será considerada "um alvo militar". A Guarda Revolucionária Islâmica, responsável pela segurança da região, afirmou ter atacado duas embarcações que tentavam navegar pelo estreito após a implementação da nova medida. Essa ação demonstra a determinação do regime em manter o controle sobre uma das principais vias de transporte de petróleo do mundo.
O anúncio do Irã ocorreu após o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmar bombardeios contra alvos no país, em resposta a agressões contínuas do regime iraniano contra forças americanas na área. Os EUA alegaram que as ações visavam proteger suas tropas e interesses na região, o que exacerba as hostilidades entre os dois países.
Mais cedo, o ex-presidente Donald Trump havia declarado que os Estados Unidos poderiam intensificar os ataques ao Irã caso as negociações para resolver o conflito não avançassem. O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, também mencionou a possibilidade de ataques a "instalações-chave" iranianas, com o objetivo de enfraquecer as capacidades militares do país e aumentar a pressão por um acordo.
O Estreito de Ormuz, que já havia sido alvo de tensões anteriores, é considerado um dos principais corredores energéticos do planeta. Nas últimas semanas, um cessar-fogo temporário permitiu que algumas embarcações trafegassem pela rota, apesar das ameaças de ataques. A Marinha americana tem oferecido apoio a navios que desejam transitar pela região, mas a nova ordem do Irã pode complicar ainda mais a segurança na área.




