As Bolsas da Europa registraram majoritariamente resultados negativos nesta quarta-feira, dia 10, sob a pressão das crescentes tensões entre Estados Unidos e Irã. A incerteza gerada por essa escalada no Oriente Médio deixou os investidores alertas quanto aos riscos envolvidos na oferta global de energia, além das possíveis implicações inflacionárias para a economia da região.
Dentre os índices, o FTSE 100, de Londres, foi o único a fechar em alta, com uma variação de 0,27%, alcançando 10.254,81 pontos. Em contraste, o DAX de Frankfurt apresentou uma queda de 0,88%, finalizando o dia em 24.218,32 pontos. O CAC 40, Em Paris, registrou uma diminuição de 0,51%, a 8.161,83 pontos.
Na Itália, o FTSE MIB caiu 0,46%, terminando em 50.029,17 pontos. Em Madri, o Ibex 35 recuou 0,06%, fechando a 18.163,60 pontos, enquanto o PSI 20, Em Lisboa, também teve uma leve queda de 0,06%, encerrando o dia em 8.897,21 pontos. Os números apresentados são preliminares.
Os mercados reagiram à nova troca de ataques entre Washington e Teerã, com o MUFG alertando que a escalada pode prolongar restrições no tráfego pelo Estreito de Ormuz, uma rota vital para as exportações de petróleo e gás mundial. O presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou seu discurso contra o Irã, e a Fox News noticiou que a Casa Branca está considerando novos ataques à infraestrutura iraniana.
Paralelamente, as expectativas aumentaram para a reunião do Banco Central Europeu (BCE), agendada para esta quinta-feira. Analistas projetam uma alta de 25 pontos-base nas taxas de juros, em resposta ao aumento da inflação, que é uma consequência da guerra no Oriente Médio.
Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,5% em maio em relação a abril, marcando um avanço de 4,2% na comparação anual, conforme as previsões. O instituto alemão DIW, por sua vez, reduziu pela metade sua expectativa de crescimento para a Alemanha neste ano, fixando-a em 0,5%.




