Um vídeo de fevereiro de 2023, onde a candidata conservadora Keiko Fujimori se manifesta contra a interferência do presidente colombiano Gustavo Petro, voltou a ganhar destaque nas redes sociais. A declaração foi amplamente compartilhada em perfis conservadores, incluindo o do estrategista de comunicação Jason Miller, próximo ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Essa repercussão se intensificou após Petro afirmar, em um post recente, que o esquerdista Roberto Sánchez teria derrotado Fujimori no segundo turno das eleições presidenciais no Peru, realizado no último domingo (7).
Gustavo Petro, em sua postagem, declarou que o progressismo havia vencido a presidência do Peru, referindo-se à vitória de Sánchez sobre Fujimori, enquanto a apuração dos votos ainda estava em andamento. Ele mencionou que Pedro Castillo, ex-presidente destituído e condenado por tentativa de golpe de Estado no final de 2022, foi respaldado pelo povo peruano. Além disso, Petro se comprometeu a restabelecer as relações diplomáticas e a promover a integração do Pacto Andino com o Mercosul.
A mensagem de Fujimori, que está sendo amplamente compartilhada, foi uma resposta direta às críticas de Petro sobre a forma como as autoridades peruanas lidaram com os protestos de apoiadores de Castillo. Na ocasião, Fujimori afirmou: “Após as declarações do senhor Petro, pedirei publicamente que não meta seu nariz vermelho no Peru. O Peru derrotou o terrorismo e não aceitaremos que o terrorismo estrangeiro se envolva em nosso país.”
Com os votos já contabilizados, 97,029% das 92.766 atas eleitorais indicam que Roberto Sánchez possui 50,075% dos votos, enquanto Keiko Fujimori tem 49,925%. A diferença entre os candidatos é de apenas 26 mil votos, o que torna a situação ainda mais delicada.
Apesar da vantagem de Sánchez, a confirmação do resultado final das eleições pode levar semanas, uma vez que o Escritório Nacional de Processos Eleitorais do Peru (Onpe) encaminhou mais de 1,5 mil atas eleitorais com inconsistências para a revisão pela Justiça eleitoral do país. Esse cenário gera incertezas sobre o futuro político do Peru, enquanto o debate sobre a interferência estrangeira continua a ganhar força entre os candidatos e seus apoiadores.




