A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apresentou nesta terça-feira (9) uma proposta para que a União Europeia (UE) impeça a entrada em seus países de indivíduos que tenham atuado nas Forças Armadas russas desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
Essa iniciativa faz parte do 21º pacote de sanções que Bruxelas está elaborando contra Moscou. Von der Leyen afirmou que a intenção é intensificar a pressão sobre a economia russa e dificultar a manutenção da guerra de invasão liderada pelo governo de Vladimir Putin. Ela declarou: "Propomos, pela primeira vez, proibir a entrada na União Europeia de qualquer pessoa que tenha servido nas Forças Armadas russas desde o início da guerra. A Europa fica fora dos limites para qualquer um que tenha participado da invasão da Ucrânia. Simples assim."
A proposta ainda necessita da aprovação dos governos dos países-membros da UE para ser implementada. Para que o pacote de sanções entre em vigor, é necessário o apoio unânime dos 27 integrantes do bloco europeu.
Além das restrições direcionadas aos militares russos, Bruxelas planeja ampliar as sanções que já existem, visando bancos, empresas de criptomoedas, comerciantes de petróleo e navios ligados à chamada “frota fantasma” da Rússia, que é acusada de ajudar o país a contornar as punições impostas pelo Ocidente.
Informações do The Telegraph indicam que o novo pacote também inclui setores economicamente menos impactados por sanções anteriores, como a pesca. Von der Leyen anunciou que a UE pretende impor restrições significativas à importação de certos produtos pesqueiros de origem russa e proibir completamente outros, como o bacalhau.
A presidente da Comissão Europeia ressaltou que as sanções vigentes já estão causando impactos negativos na base econômica que sustenta a guerra da Rússia: "Nossas sanções continuam mordendo forte e cortando fundo. Elas estão enfraquecendo as bases econômicas do esforço de guerra da Rússia", afirmou em Bruxelas.




