O empresário Elon Musk, conhecido por sua atuação como CEO da Tesla e SpaceX, fez comentários irônicos sobre a contagem de votos na eleição presidencial do Peru, que ocorre entre a conservadora Keiko Fujimori e o esquerdista Roberto Sánchez. Em uma postagem feita nesta segunda-feira (8), Musk reagiu a uma informação que indicava que mais de 90% dos cerca de 27 milhões de votos já haviam sido contabilizados manualmente. Ele insinuou que tal velocidade na contagem só poderia ocorrer devido a fraudes eleitorais, afirmando que "fraudes em larga escala levam tempo".
A disputa presidencial no Peru permanece indefinida. De acordo com os últimos dados do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), com 94,785% das atas contabilizadas, Roberto Sánchez lidera com 50,08% dos votos, enquanto Keiko Fujimori tem 49,9%. A diferença entre os candidatos é de apenas 30.612 votos, revelando a acirrada competição entre eles.
Além disso, a contagem dos votos realizados no exterior ainda está em fase inicial. O ONPE informa que apenas 5,6% das atas referentes a esses votos foram contabilizadas até o momento. Nesse recorte, Fujimori está à frente, com 56,7% dos votos, em comparação aos 43,2% obtidos por Sánchez. A situação continua em aberto, e ainda não há um vencedor oficial na eleição.
Fontes locais indicam que a proclamação do resultado oficial pode levar dias ou até semanas, devido à complexidade do processo de contagem, que inclui a análise de atas pendentes e os votos dos peruanos que residem fora do país.
Musk também aproveitou a ocasião para fazer um paralelo com a situação eleitoral nos Estados Unidos. Ele mencionou que as próximas eleições americanas podem ser comprometidas por fraudes, caso não haja mudanças nas regras eleitorais que exijam a apresentação de documentos oficiais para votação. Sua reação aconteceu logo após o Senado dos Estados Unidos ter rejeitado o “SAVE America Act”, um projeto de lei apoiado por Donald Trump que buscava estabelecer a obrigatoriedade de comprovação documental de cidadania e identificação com foto para o eleitorado. Essa proposta era defendida por republicanos como um meio de garantir a segurança nas eleições, enquanto críticos do Partido Democrata apontavam que poderia restringir o acesso ao voto para eleitores sem a documentação necessária.




