Em 2026, a Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) recomendou que 18 países sejam considerados como Países de Preocupação Particular devido a graves violações da liberdade religiosa. O relatório aponta um declínio global nesse direito, evidenciando situações críticas em nações como Índia, China e Nigéria, onde o nacionalismo e a repressão têm se intensificado.
A USCIRF tem a função de monitorar o direito à liberdade de religião ou crença fora dos Estados Unidos. A recomendação da comissão ao governo americano visa classificar países que representam os piores violadores desse direito fundamental como 'Países de Preocupação Particular' (CPCs).
A Índia, apesar de sua história como uma democracia que deu origem a várias religiões, tem se tornado um foco de preocupação. O aumento do nacionalismo hindu, impulsionado por interesses políticos, tem gerado violência contra minorias religiosas. A USCIRF defende que a Índia deve ser adicionada à lista oficial dos piores violadores, embora isso enfrente barreiras diplomáticas e comerciais com os EUA.
A China, que é classificada como um país de preocupação particular desde 1999, apresenta um cenário de repressão sistemática contra diversas populações, incluindo muçulmanos uigures, budistas tibetanos e cristãos. A Igreja Católica também enfrenta vigilância e severas restrições impostas pelo governo chinês.
Além de China e Índia, o relatório menciona outros países que merecem atenção, como Afeganistão, Birmânia, Cuba, Eritreia, Irã, Nicarágua, Coreia do Norte, Paquistão, Rússia, Arábia Saudita, Tajiquistão, Turcomenistão, Nigéria, Líbia, Síria e Vietnã. Esses governos são acusados de permitir ou fomentar perseguições graves a cidadãos por causa de suas crenças.
Especialistas da USCIRF indicam que a situação tem se agravado, com a liberdade religiosa enfrentando um estresse crescente em todo o mundo. O nacionalismo religioso, em muitos casos, tem servido como um catalisador para a violência entre comunidades e a impunidade legal, tornando o contexto atual mais arriscado do que há dez anos.




