Um juiz federal nos Estados Unidos, John McConnell Jr., anulou diversas políticas de imigração adotadas pelo governo de Donald Trump. A decisão foi proferida na sexta-feira, 5 de janeiro, e, segundo o magistrado, as medidas foram tomadas sob a influência de "sentimentos anti-imigrantes", resultando em um "limbo jurídico indeterminado" para muitos imigrantes.
Na sentença de 135 páginas, McConnell Jr. determinou que novas decisões sobre imigração não poderiam ser tomadas sob a mesma influência. Ele criticou as restrições que afetaram aqueles que eram elegíveis para pedidos de asilo ou autorizações de trabalho, dificultando a permanência legítima desses indivíduos nos Estados Unidos.
O juiz destacou que o governo de Trump colocou em suspenso a vida de muitas pessoas unicamente com base em seus países de origem. Para McConnell Jr., as políticas de imigração prejudicaram especialmente aqueles que cumpriram todos os requisitos legais para obter asilo, vistos de trabalho ou o green card, documento que garante a residência permanente.
O magistrado ressaltou que as restrições não impactaram aqueles que tentavam entrar no país ilegalmente, que frequentemente são alvo de críticas por parte de Trump. Ele citou uma frase comum nas discussões sobre imigração, enfatizando que muitos imigrantes estavam, de fato, seguindo a lei.
Entre as medidas anuladas, estão a suspensão global de pedidos de asilo apresentados ao Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) e as decisões sobre pedidos de imigração de cidadãos de 39 países considerados "proibidos" pelo governo norte-americano. Essas restrições foram estabelecidas em novembro de 2025, após um incidente envolvendo um cidadão afegão que supostamente atirou em dois membros da Guarda Nacional em Washington. O acusado, Rahmanullah Lakanwal, declarou-se inocente das acusações.
Com a suspensão dos pedidos de asilo e imigração, muitos imigrantes se viram sem condições de trabalhar legalmente nos EUA, e muitos não sabiam se poderiam continuar vivendo no país. McConnell Jr. observou que, mais de seis meses após a implementação das políticas, muitos ainda estavam sem trabalho e sem uma situação legal definida, impossibilitados de planejar seu futuro.




