O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, apresentou uma proposta para realizar negociações diretas com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, com o objetivo de pôr fim à guerra. A sugestão foi feita em uma carta aberta divulgada nesta quinta-feira (5), na qual Zelensky afirma que Putin "pode terminar sua guerra".
De acordo com a proposta, o encontro deve ocorrer em um país neutro, como a Suíça ou uma nação árabe, e preveria um cessar-fogo inicial, seguido pela troca de prisioneiros civis e pela devolução das crianças que foram sequestradas pela Rússia.
Zelensky também ressaltou que a União Europeia e os Estados Unidos deveriam estar envolvidos nas negociações. Em um tom incisivo, o presidente ucraniano alertou que a história demonstra que as mudanças ocorrem quando a Rússia se exaure durante os conflitos. "A Ucrânia tem seus recursos, e podemos provocar esse cansaço. Você pode acabar lutando não pela existência da Rússia, mas por sua própria existência", destacou.
A carta encerra com uma crítica direta à decisão de Putin de iniciar a guerra, afirmando que, independentemente do que se diga sobre a geopolítica da Otan ou a língua russa, a guerra é uma escolha pessoal do líder russo, caracterizada como "sem razão verdadeira".
Em resposta, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou que a proposta de Zelensky chegou à atenção de Putin. Peskov afirmou que o presidente russo foi informado, mas não adiantou se haverá algum desdobramento. Ele também declarou que a Rússia não possui canais oficiais de comunicação com a Ucrânia para o envio de documentos.
Além disso, Peskov expressou a confiança de que a atual pausa nas negociações, mediadas pelos Estados Unidos e que se estende desde fevereiro, será superada em breve. A situação permanece tensa, e os desdobramentos sobre a proposta de Zelensky ainda são incertos.




