O mercado pecuário brasileiro abre o mês de junho com uma movimentação que reflete uma alta seletiva em algumas categorias de bovinos. Em São Paulo, a cotação da vaca e da novilha aumentou R$ 2,00 por arroba, de acordo com o informativo "Tem Boi na Linha". Por outro lado, os preços do boi gordo e do "Boi China" se mantiveram inalterados em relação ao fechamento anterior.
A análise realizada pela Scot Consultoria indica que a oferta de bovinos continua suficiente para atender à demanda dos frigoríficos, sem que haja um excesso de animais disponíveis. Essa situação tem evitado pressões sobre as cotações, com a procura por gado se mostrando firme tanto para o mercado interno quanto para a exportação. Esse cenário tem contribuído para que não haja tentativas de negociação abaixo dos preços de referência.
As escalas de abate em São Paulo estão com uma média de sete dias, o que sugere um equilíbrio entre oferta e demanda no setor. Em Mato Grosso, as cotações se mantiveram estáveis para todas as categorias nas quatro principais praças pecuárias monitoradas, com exceção do "Boi China", que teve um aumento de R$ 1,00 por arroba em comparação ao dia anterior.
A Scot Consultoria destaca que a oferta de animais no estado de Mato Grosso está ajustada, favorecida pelas boas condições das pastagens, que permitem aos pecuaristas reduzir a necessidade de vendas imediatas. No entanto, a demanda ainda não mostrou força suficiente para provocar novas altas nos preços de mercado.
No Acre, o cenário é de estabilidade nas cotações em relação ao dia anterior, com as escalas de abate atendendo, em média, a 13 dias, conforme levantamento da mesma consultoria. Essa situação reflete a manutenção do equilíbrio no mercado local, que ainda observa uma dinâmica semelhante àquela verificada em outras regiões.




