A Copa do Mundo já teve oito finais que não foram decididas no tempo regulamentar, totalizando 22 edições até agora. Para os amantes do futebol, é interessante conhecer quais foram essas partidas que terminaram empatadas e seguiram para a prorrogação. Historicamente, cinco seleções conseguiram conquistar o troféu durante o tempo extra, enquanto outras três foram submetidas à pressão das cobranças de pênaltis.
A Argentina e a Itália compartilham o recorde de três finais que exigiram prorrogação, destacando-se pela resistência em momentos decisivos. A seleção italiana foi a pioneira nesse aspecto, com sua primeira prorrogação em 1934, e repetiu a experiência em 1994 e 2006. Por sua vez, a Argentina enfrentou essa situação em 1978, 2014 e no memorável tricampeonato de 2022. Em contrapartida, a Holanda é a seleção que mais perdeu prorrogações em finais, com reveses em 1978 e 2010.
O retrospecto da FIFA apresenta um panorama detalhado das decisões que se arrastaram além dos 90 minutos. A primeira dessas finais ocorreu em 1934, quando a Itália superou a Tchecoslováquia com um gol nos primeiros dez minutos da prorrogação, após um empate de 1 a 1 no tempo regulamentar. Em 1966, a Inglaterra venceu a Alemanha Ocidental por 4 a 2, com um polêmico gol de Geoff Hurst que desempatou a partida no tempo extra, levando os anfitriões à vitória.
Em 1978, a Argentina, sob a liderança de Mario Kempes, conquistou o título ao derrotar a Holanda por 3 a 1, após um empate de 1 a 1 nos 90 minutos. Já em 1994, o Brasil empatou por 0 a 0 com a Itália, mas venceu nos pênaltis, enquanto em 2006 a Itália repetiu a dose, empatando em 1 a 1 com a França e triunfando nas cobranças. O último exemplo é a final de 2014, onde a Alemanha derrotou a Argentina por 1 a 0 após a prorrogação.
A próxima Copa do Mundo, marcada para acontecer entre junho e julho de 2026 na América do Norte, traz à tona a relevância desses dados históricos. As seleções estão cada vez mais equilibradas em termos físicos, e os departamentos de desempenho já se preparam para o desafio de suportar 120 minutos de intensa atividade, considerando as variações climáticas dos fusos horários do continente. Essa preparação inclui mapeamentos estatísticos rigorosos e treinamentos psicológicos específicos, essenciais para enfrentar a pressão das cobranças de pênaltis.
O entendimento do histórico das finais que se estenderam para além do tempo regulamentar é fundamental para perceber a evolução do futebol ao longo dos anos. As seleções que conseguiram triunfar sob grande desgaste físico demonstraram que a vitória no campo não depende apenas da habilidade individual, mas exige um equilíbrio entre talento e condicionamento físico.




