O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na última sexta-feira (29) a realização de uma reunião com sua equipe de segurança nacional na Sala de Situação da Casa Branca. O objetivo desse encontro é tomar uma "decisão final" sobre o acordo com o Irã, que visa encerrar o conflito vigente.
Utilizando sua plataforma Truth Social, Trump pressionou o governo iraniano a se comprometer com a proibição da posse de armas nucleares. Ele enfatizou que o Estreito de Ormuz deve ser reaberto imediatamente, sem a imposição de taxas. O presidente americano mencionou que, como parte de um potencial acordo, as minas submarinas que bloqueiam a rota marítima seriam desativadas, além da suspensão do bloqueio contra navios que operam nos portos iranianos.
Trump também destacou que, em colaboração com o regime iraniano e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), os EUA se comprometeriam a extrair do Irã o urânio altamente enriquecido para sua destruição. Ele deixou claro que "não haverá troca de dinheiro" com o Irã até nova ordem, reiterando a posição do governo americano na negociação.
A declaração do presidente ocorre após a Casa Branca ter anunciado, no dia anterior, que os negociadores haviam chegado a um acordo provisório com o Irã, aguardando apenas a aprovação final de Trump. No entanto, o governo iraniano negou a existência de um acordo formal.
Informações vazadas indicam que o acordo permitiria a reabertura do Estreito de Ormuz, que foi bloqueado pelo Irã como retaliação à ofensiva conjunta dos EUA e Israel, iniciada em 28 de fevereiro. Além disso, o cessar-fogo atual seria estendido por 60 dias, facilitando negociações em torno do tratado nuclear.
Entre as medidas propostas, está a suspensão do bloqueio naval contra os portos iranianos e a discussão sobre o levantamento das sanções, bem como a liberação dos fundos iranianos que se encontram congelados.




