O Banco Central (BC) divulgou nesta quinta-feira (28) que as concessões de crédito livre dos bancos sofreram uma queda de 5,9% em abril, na comparação com março, totalizando R$ 626,4 bilhões. Embora tenha ocorrido essa diminuição mensal, no acumulado de 12 meses, as concessões apresentam um crescimento de 8,9%. Os dados informados não foram ajustados para sazonalidade.
As concessões voltadas para pessoas físicas apresentaram um recuo de 4,3% em abril, alcançando R$ 337,3 bilhões. Já no acumulado anual, este segmento teve uma alta de 10,3%. Por outro lado, as concessões destinadas a empresas caíram 7,6%, totalizando R$ 289,2 bilhões, com um crescimento de 7,3% nos últimos 12 meses.
O saldo das operações de crédito do sistema financeiro, por sua vez, subiu 0,3% entre março e abril, atingindo R$ 7,245 trilhões, o que representa um aumento de 9,3% no acumulado de 12 meses. O saldo das operações de crédito para pessoas físicas avançou 0,6% em abril, com alta de 10,8% em 12 meses. Em contrapartida, o saldo para empresas teve uma ligeira queda de 0,1%, mas ainda assim registrou um aumento de 6,7% no período de um ano.
No que diz respeito ao crédito livre, a queda foi de 0,1% em abril. Em contraste, o crédito direcionado, que conta com recursos do BNDES e da poupança, apresentou um crescimento de 0,9% no mesmo período. Para as operações de crédito livre entre pessoas físicas, os saldos subiram 0,3%, enquanto para pessoas jurídicas, houve uma diminuição de 0,7%.
A relação entre o total de operações de crédito e o Produto Interno Bruto (PIB) se manteve em 55,8%, sem alteração em relação a março. A taxa de inadimplência nas operações de crédito livre aumentou de 5,7% em março para 5,8% em abril. Para pessoas físicas, essa taxa subiu de 7,0% para 7,2%, e para empresas, de 3,5% para 3,6%.
Além disso, a inadimplência no crédito direcionado, com recursos da poupança e do BNDES, cresceu de 2,6% para 2,7% entre março e abril. Considerando o total de crédito, que abrange tanto o livre quanto o direcionado, a taxa de inadimplência passou de 4,3% para 4,4%.




