Dourados está sob investigação de mais um caso de morte associado à chikungunya. O novo Relatório Epidemiológico Diário de Monitoramento, publicado nesta quarta-feira (27), revela que a vítima é um homem de 43 anos, sem comorbidades, que apresentou os primeiros sintomas da doença no dia 13 de maio e faleceu na terça-feira (26). Com essa nova fatalidade, o total de óbitos confirmados pela chikungunya na cidade chega a 13 desde o início da epidemia.
Do total de mortes, 10 vítimas eram indígenas e três não indígenas. O relatório detalha que 12 óbitos tiveram confirmação laboratorial e um foi encerrado por critério clínico-epidemiológico. Além disso, dois casos que estavam sob investigação foram considerados inconclusivos pela comissão responsável. Esses casos envolvem um idoso de 84 anos e um homem de 50 anos, para os quais não houve comprovação laboratorial nem vínculo epidemiológico que confirmasse a relação com a chikungunya.
Outras três mortes seguem sob investigação, incluindo a de uma mulher de 74 anos, que tinha doença renal crônica e hipertensão arterial sistêmica, e a de um homem de 71 anos, diagnosticado com diabetes mellitus. O novo caso investigado é o do homem de 43 anos, que não apresentava histórico de comorbidades.
Os dados atualizados de Dourados indicam que, em 2026, foram registradas 9.033 notificações da chikungunya. Desses, 4.904 casos são considerados prováveis, 4.371 já foram confirmados e 4.129 descartados. Além disso, 533 casos permanecem em investigação. A taxa de positividade dos exames é de 51,4%, o que demonstra que mais da metade das pessoas testadas apresentou resultado positivo para a doença.
A taxa de ataque, que mede o impacto da epidemia na população, está em 1,86%. O relatório também destaca que o pico de notificações ocorreu na Semana Epidemiológica 12. Apesar da redução observada nas semanas seguintes, as autoridades alertam que a epidemia continua em curso. A análise técnica sugere que a queda abrupta na Semana 13 pode estar relacionada ao período de feriado. Atualmente, há predominância de casos agudos entre a população não indígena, enquanto nas aldeias indígenas os registros mostram uma redução.




