O Irã tem intensificado sua mobilização militar, convocando civis e crianças a partir de 12 anos para se prepararem para possíveis confrontos. Essa estratégia, que se dá em meio a um cessar-fogo instável e à iminente possibilidade de novos ataques por parte dos Estados Unidos, ocorre em Teerã e em outras cidades do país.
A emissora estatal IRIB tem transmitido aulas ao vivo, onde apresentadores demonstram o manuseio de armamentos como fuzis AK-47 e metralhadoras. Alguns programas incluem até simulações de disparos contra imagens de líderes estrangeiros, como Donald Trump e Benjamin Netanyahu, promovendo uma cultura de resistência e combate entre a população.
Adolescentes estão sendo recrutados para a iniciativa chamada 'Combatentes em Defesa da Pátria', onde desempenham funções em postos de controle, patrulhas de inteligência e apoio logístico. Organizações internacionais, como a Anistia Internacional, expressam preocupação, pois o envolvimento de menores de 15 anos em atividades militares é considerado crime de guerra pelo Tribunal Penal Internacional.
Além disso, a Guarda Revolucionária implementou cabines em locais públicos de Teerã para ensinar os cidadãos a montar e disparar armas. De acordo com os militares iranianos, essa ação visa difundir a 'cultura do martírio' e preparar a população para resistir a potenciais invasões, utilizando civis como uma forma de defesa.
Especialistas apontam que o recrutamento de crianças e o treinamento de civis refletem a situação crítica do regime, sugerindo que muitos adultos podem estar desertando ou evitando suas responsabilidades militares. O Irã, historicamente, posiciona suas forças armadas em áreas civis, como escolas e hospitais, o que dificulta ataques de inimigos.
As negociações mediadas pelo Paquistão estão estagnadas, com os EUA exigindo o fim do programa nuclear iraniano e a interrupção do financiamento a grupos como Hamas e Hezbollah. Por sua vez, o Irã busca o levantamento das sanções econômicas e a retirada das tropas americanas da região. O governo de Donald Trump está considerando novas opções militares, alertando que o tempo para um acordo está se esgotando.




