Loara de Oliveira Ansini, de 36 anos, foi alvo de prisão preventiva após a audiência de custódia realizada no último sábado (23), em decorrência do incêndio que resultou na morte de Gilvan de Assis Figueiredo na madrugada de sexta-feira (22). O incidente ocorreu em Dourados, localidade situada a cerca de 250 quilômetros de Campo Grande.
De acordo com os relatos, Loara e Gilvan passaram a noite anterior juntos, fazendo uso de drogas. A acusada declarou à polícia que estava “muito entorpecida” e bêbada durante o ocorrido. Ela explicou que, em determinado momento, começou a acender um isqueiro próximo ao banheiro onde a vítima dormia, na tentativa de localizar pedras de crack que teriam caído no chão. Loara também mencionou que ateou fogo em sacolas que estavam no local e deixou o ambiente para comprar mais drogas, não percebendo que o fogo havia se alastrado.
Imagens de câmeras de segurança capturaram o momento em que Loara se aproxima do banheiro e, em seguida, as chamas surgem. Gilvan tentou pedir socorro, mas não sobreviveu e faleceu carbonizado antes da chegada do Corpo de Bombeiros. A mulher, ao ser questionada sobre o incêndio, alegou que se tratava de um acidente e que não tinha conhecimento de que Gilvan estava dentro do banheiro.
Durante a audiência, o juiz responsável analisou as circunstâncias do caso e decidiu pela manutenção da prisão preventiva, considerando a “gravidade concreta da conduta” de Loara. O magistrado destacou que a acusada lançou um objeto incendiário em um espaço pequeno e fechado, que servia como abrigo para a vítima, o que demonstraria uma “especial brutalidade na execução” do ato. O juiz também observou que Gilvan estava em situação de extrema vulnerabilidade e que houve risco de reiteração criminosa, além da possibilidade de fuga da acusada.
Loara de Oliveira Ansini possui um histórico criminal, incluindo uma condenação anterior por furto qualificado, e já foi considerada em local incerto em um processo de execução penal. A decisão da justiça reflete a seriedade do crime e a preocupação com a segurança pública, dada a natureza violenta do ato.




