Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi brutalmente assassinada com uma facada no abdômen no dia 22 de fevereiro, em sua residência localizada em Coxim. O corpo da mulher foi encontrado em um colchão na sala da casa, que apresentava sinais de reviramento, indicando uma possível luta ou violência prévia.
A investigação da Polícia Civil resultou na prisão do marido e do filho de Nilza, ambos acusando um ao outro pela prática do crime. Para esclarecer os fatos, 23 testemunhas foram ouvidas, incluindo vizinhos, familiares e policiais militares que atenderam a ocorrência no local do crime.
Nilza tinha um histórico de violência em sua vida familiar, tendo sido vítima de agressões em 2024. Apesar das circunstâncias, não solicitou uma medida protetiva, um recurso disponibilizado pela Lei Maria da Penha, que poderia ter proporcionado uma camada adicional de segurança e apoio contra a violência doméstica.
O caso levanta questões sobre a eficácia das medidas de proteção disponíveis para vítimas de violência e a necessidade de conscientização sobre os recursos legais que podem ser acionados em situações de risco.
A morte de Nilza, além de ser uma tragédia pessoal, ressalta a urgência de discussões e ações efetivas no combate à violência contra a mulher, especialmente em contextos onde ciclos de abuso são recorrentes e muitas vezes ignorados.




