Campo Grande ocupa a primeira posição no ranking das cidades com melhor qualidade de vida em Mato Grosso do Sul, conforme o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026. A capital obteve uma pontuação de 69,77, superando municípios como Glória de Dourados, Dourados, Três Lagoas e Bataguassu. O levantamento, divulgado na quarta-feira (20), analisou 5.570 cidades brasileiras com base em 57 indicadores sociais e ambientais.
O IPS avalia critérios que afetam diretamente a vida da população, incluindo saúde, educação, saneamento básico, moradia, segurança, meio ambiente, inclusão social e acesso a oportunidades. Diferente de outros rankings que se concentram em aspectos econômicos, o IPS busca verificar se os serviços e condições disponíveis nos municípios atendem realmente às necessidades da população.
Os autores do estudo destacam que o índice foi criado para complementar as métricas econômicas, uma vez que o crescimento econômico sem avanços sociais pode perpetuar desigualdades e problemas ambientais. No contexto estadual, Campo Grande se destaca, mas o segundo lugar de Glória de Dourados, um município de menor porte, chama a atenção, com 66,46 pontos. Dourados ficou em terceiro, com 65,89, seguido por Três Lagoas, que obteve 65,47 pontos.
Na sequência do ranking, estão Bataguassu (65,13), Jateí (64,68), Chapadão do Sul (64,50), Naviraí (64,42), Angélica (64,02) e Nova Andradina (63,87). A presença de cidades menores e médias entre as melhores colocações reforça a conclusão de que o desenvolvimento econômico isoladamente não é suficiente para explicar o progresso social.
No panorama nacional, Mato Grosso do Sul ocupa a 7ª posição, com uma média de 64,14 pontos, superior à média nacional de 63,40. O Estado fica atrás apenas do Distrito Federal, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Goiás.
O IPS é estruturado em três dimensões principais: Necessidades Humanas Básicas, que inclui indicadores como nutrição, cuidados médicos, acesso a água, saneamento, moradia e segurança; Fundamentos do Bem-estar, que abrange acesso à educação, internet e qualidade ambiental; e Oportunidades, que considera direitos individuais, inclusão social e acesso à educação superior.




