O Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve dos EUA anunciou, na quarta-feira (29), que irá manter as taxas de juros na faixa de 3,5% a 3,75%. Esta decisão marca a última reunião de política monetária sob a liderança de Jerome Powell, que deixará o cargo em 15 de maio, após enfrentar pressão do presidente Donald Trump nos últimos meses.
A recente deliberação do comitê revelou um cenário de forte divergência entre os membros, com quatro deles votando contra as decisões do colegiado. Esse nível de divisão é considerado o mais significativo desde 1992, conforme informações divulgadas pelo jornal The Wall Street Journal.
Entre os que discordaram da manutenção das taxas, Stephen Miran, ex-assessor econômico de Trump e indicado ao Fed no ano passado, defendeu um corte de 0,25 ponto percentual. Apesar das discordâncias, três membros, Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan, apoiaram a manutenção das taxas, embora tenham se oposto à adoção de uma postura mais expansionista na declaração do comitê neste momento.
Diversos fatores influenciaram a decisão do FOMC, conforme comunicado do banco central, incluindo indicadores que apontam para uma atividade econômica em expansão, em ritmo sólido, a criação de empregos e a taxa de desemprego, que se manteve estável nos últimos meses.
A decisão do Federal Reserve foi anunciada poucas horas após o Comitê Bancário do Senado aprovar a indicação de Kevin Warsh para a presidência da instituição. A confirmação de Warsh no plenário do Senado nos próximos dias é considerada praticamente certa, após a aprovação na comissão.




