Na madrugada desta quarta-feira (29), Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, fez uma nova postagem na rede Truth Social. A mensagem tem como objetivo pressionar o Irã a formalizar um acordo que encerre a guerra iniciada em 28 de fevereiro contra os americanos e Israel, a qual está sob um frágil cessar-fogo desde o último dia 7.
Na publicação, Trump afirmou que o Irã não consegue se organizar e que o país não sabe como assinar um acordo não nuclear. Ele advertiu: "É melhor ficarem espertos logo!". A mensagem foi acompanhada por uma imagem gerada por inteligência artificial, onde o presidente aparece com óculos escuros e segurando um rifle em um cenário montanhoso atingido por explosões. Acima da imagem, a frase “Chega de ser bonzinho!” foi destacada.
Em uma mensagem anterior, na terça-feira (28), Trump relatou que o regime iraniano comunicou a Washington que estaria em “estado de colapso” e expressou o desejo de que os EUA reabram o Estreito de Ormuz, que está quase totalmente bloqueado pelos iranianos devido ao conflito.
O governo iraniano, por sua vez, refutou as alegações de Trump sobre a desorganização interna do país. Fatemeh Mohajerani, porta-voz do regime, declarou que não havia “nenhum problema” no processo de decisão do Irã, rebatendo a ideia de que a liderança do país está dividida ou confusa em relação às negociações com os EUA. Ela afirmou ainda que as postagens de Trump visam “criar confusão e dispersar a opinião pública”.
A emissora CNN informou que Trump deve rejeitar uma proposta do Irã para encerrar a guerra, uma vez que tal proposta adiaria a resolução do impasse sobre a atividade nuclear do regime para um momento posterior à definição sobre o Estreito de Ormuz e ao fim do bloqueio americano a embarcações iranianas.
Além disso, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que a intenção do Irã de manter o controle do estreito após o conflito, ao regular o tráfego militarmente e cobrar taxas, é considerada inaceitável pelos Estados Unidos. A situação permanece tensa e as negociações entre as partes envolvidas são acompanhadas de perto pela comunidade internacional.




