Na última terça-feira (28), o Senado dos Estados Unidos rejeitou uma proposta que visava restringir os poderes do presidente Donald Trump em relação a ações militares contra Cuba. A votação resultou em 51 votos contrários à medida e 47 a favor, demonstrando a divisão entre os partidos.
A iniciativa foi liderada por senadores do Partido Democrata, que buscavam utilizar a Lei de Poderes de Guerra de 1973 como um mecanismo para obrigar a Casa Branca a solicitar autorização do Congresso antes de qualquer possível ofensiva militar contra Havana. No entanto, a maioria dos senadores republicanos se uniu para barrar a proposta.
Dentre os senadores do Partido Republicano, apenas Susan Collins e Rand Paul se posicionaram a favor da medida, desafiando a orientação partidária. Os líderes democratas, antes da votação, destacaram a necessidade de o Congresso agir em resposta ao aumento da pressão de Washington sobre o regime cubano, com Chuck Schumer, líder da minoria no Senado, alertando para uma “catástrofe iminente” em Cuba.
Os republicanos, por sua vez, contestaram essa narrativa, afirmando que Trump não demonstrou intenção concreta de enviar tropas para a ilha. Rick Scott, senador republicano e aliado da Casa Branca, descreveu a proposta democrata como “desconectada da realidade”, ressaltando que não havia relação com a situação atual.
Desde o início de 2023, após a captura do ditador Nicolás Maduro na Venezuela, o governo Trump adotou medidas mais rigorosas contra Cuba, incluindo bloqueios petrolíferos e sanções adicionais. Trump chegou a afirmar que “Cuba é a próxima” após concluir operações no Irã, evidenciando a postura do governo em relação à ilha.
A derrota na votação representa um novo revés para os democratas em suas tentativas de impor limites aos poderes militares do presidente no Senado. Nos últimos meses, iniciativas semelhantes relacionadas a ações no Irã e na Venezuela também enfrentaram resistência considerável no Congresso.




