O dólar encerrou a terça-feira (28) com uma leve desvalorização de 0,01%, sendo cotado a R$ 4,9817. A sessão foi marcada por oscilações no mercado financeiro, influenciadas por tensões no Oriente Médio e pela alta dos preços do petróleo. Durante o dia, a moeda atingiu um pico de R$ 5,0155 e uma mínima de R$ 4,9722.
O índice Ibovespa também apresentou um desempenho negativo, fechando em baixa de 0,51%, com o total de 188.619 pontos. A reação dos investidores ao cenário externo, especialmente ao conflito entre Estados Unidos e Irã, contribuiu para a cautela no mercado. A falta de avanços nas negociações entre as partes envolvidas tem gerado incertezas significativas.
Acumulando uma desvalorização de 0,32% na semana, a moeda norte-americana registra uma queda de 3,80% no mês e de 9,24% no ano. O Ibovespa, por sua vez, apresenta uma perda semanal de 1,11%, mas ainda mantém uma alta de 17,06% em 2026.
A atual situação geopolítica tem gerado preocupações sobre o fluxo global de petróleo. O governo iraniano apresentou uma proposta para a reabertura do Estreito de Ormuz, que está sendo analisada pelos Estados Unidos, com uma expectativa de resposta nos próximos dias. Além disso, a decisão dos Emirados Árabes Unidos de se retirar da Opep a partir de 1º de maio levanta questionamentos sobre a capacidade do grupo em regular a oferta global de petróleo.
Os preços do petróleo atingiram os maiores níveis em um mês, com o barril do tipo Brent alcançando o valor de US$ 112,53 durante o dia e fechando próximo a US$ 111,19. O barril do tipo WTI (West Texas Intermediate) também avançou, chegando a US$ 99,94.
No Brasil, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) de abril apresentou um aumento de 0,89%, acumulando uma alta de 4,37% nos últimos 12 meses. Esse resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, refletindo um cenário desafiador para a economia nacional.




