O ex-atacante Joe Jordan detém a marca de maior artilheiro da Escócia em Copas do Mundo, acumulando quatro gols ao longo de suas participações no torneio. Conhecido pelo apelido de "Jaws" devido à ausência dos dentes da frente, Jordan se destacou em três edições do Mundial: 1974, 1978 e 1982, solidificando seu legado no futebol escocês.
A carreira de Jordan na seleção nacional começou na Copa de 1974, realizada na Alemanha Ocidental, onde fez sua estreia marcando dois gols na vitória da Escócia por 2 a 0 contra o Zaire. Em 1978, na Argentina, ele anotou o único gol escocês em um empate de 1 a 1 contra o Irã. Sua consagração veio em 1982, na Espanha, quando balançou as redes na vitória por 5 a 2 sobre a Nova Zelândia, tornando-se o primeiro jogador britânico a marcar em três Copas do Mundo diferentes.
Analisando o ranking dos artilheiros escoceses na história dos Mundiais, Jordan se destaca com uma diferença significativa em relação aos seus concorrentes. Logo atrás dele, três jogadores dividem a segunda posição com dois gols cada: Kenny Dalglish, um dos maiores ídolos escoceses, que se destacou na vitória sobre a Holanda em 1978 e na goleada contra a Nova Zelândia em 1982; Archie Gemmill, que também contribuiu para o placar contra os neozelandeses; e Joe Jordan.
A seleção escocesa voltará a competir na Copa do Mundo de 2026, encerrando um jejum de participações que durou desde 1998. Essa nova fase pode abrir espaço para que novos jogadores tentem superar o recorde de Jordan. Entre os atletas que podem se destacar, estão o meio-campista John McGinn, um dos artilheiros da seleção, e Scott McTominay, um volante com habilidade para marcar gols.
A marca de Jordan, inatingível desde 1982, reflete as dificuldades enfrentadas pela Escócia nas competições internacionais nas últimas três décadas. A nova geração de jogadores carrega a expectativa de não apenas avançar para além da fase de grupos pela primeira vez, mas também de atualizar as estatísticas de um período que parece ter estagnado no tempo.




