Duas semanas após a realização do show do Guns N’ Roses, que ocorreu no dia 9 de abril, o Procon, vinculado à Secretaria-Executiva de Orientação e Defesa do Consumidor, contabilizou um total de 162 reclamações. O prazo para que a empresa responsável pelo evento apresente sua defesa está em andamento e se estende até o dia 5 de maio. De acordo com informações do órgão, aproximadamente 89,5% dos consumidores que reclamaram procuraram a Santo Show, a promotora do evento, antes de buscar atendimento oficial.
A Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos, responsável pelo Procon, instaurou um procedimento de investigação preliminar para apurar as responsabilidades da promotora em relação às dificuldades enfrentadas pelos fãs para acessar o Autódromo de Campo Grande. Essas dificuldades foram intensificadas pelo congestionamento registrado na BR-262 no dia do evento, que levou a secretaria a tomar medidas para averiguar a situação.
Os motoristas que tentaram chegar ao local do show enfrentaram congestionamentos que duraram até sete horas, com trechos da rodovia apresentando filas de até 14 quilômetros. Muitos fãs optaram por abandonar seus veículos na estrada e seguir a pé por mais de 10 quilômetros ou utilizar serviços de motociclistas de aplicativo, que conseguiram se deslocar com mais agilidade. Relatos de condutores indicam que a falta de uma terceira faixa para facilitar o tráfego e a ausência de fiscalização contribuíram para a situação caótica no trânsito.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) atribuiu a responsabilidade pela situação ao planejamento da organização do evento, mencionando que houve descumprimento do plano de mobilidade previamente estabelecido. Entre as principais queixas, estavam a lentidão no acesso por meio de QR Code e a falta de informações sobre o estacionamento disponível.
A Santo Show, empresa encarregada da promoção do evento, justificou que a rodovia não suportou a quantidade de público estimada, que foi de aproximadamente 35 mil pessoas. Apesar de tentativas de contato feitas pelo Campo Grande News, a promotora não se manifestou até a publicação desta matéria.




