O porta-aviões USS George H.W. Bush chegou nesta quinta-feira (23) à área de operações dos EUA no Oriente Médio, aumentando a presença militar americana na região em resposta ao bloqueio naval contra o Irã e à paralisação das negociações para encerrar o conflito.
De acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom), que coordena as operações em andamento contra o Irã, o porta-aviões entrou no Oceano Índico, dentro da sua zona de responsabilidade militar que abrange o Oriente Médio. A chegada do USS George H.W. Bush significa que os Estados Unidos agora têm três grupos de porta-aviões posicionados ao redor do Irã.
Atualmente, o USS Abraham Lincoln já opera no Mar Arábico, enquanto o USS Gerald R. Ford, conhecido como o maior porta-aviões do mundo, está no Mar Vermelho. A presença desses navios reforça a capacidade dos EUA de realizar ataques aéreos, proteger rotas marítimas e sustentar operações prolongadas na região.
A movimentação militar ocorre em um contexto em que o presidente Donald Trump tem pressionado o Irã a abandonar seu programa nuclear, reabrir o Estreito de Ormuz e aceitar termos para pôr fim ao conflito iniciado em 28 de fevereiro. Recentemente, o cessar-fogo temporário na guerra foi prorrogado pelo presidente Trump, mas sem uma data definida para sua conclusão.
Atualmente, uma parte significativa da frota naval americana na região está comprometida com o bloqueio de portos iranianos e a fiscalização do tráfego marítimo relacionado ao comércio de petróleo. Desde o início da operação de bloqueio, ao menos 33 embarcações já foram forçadas a mudar de rota ou retornar, conforme informado pelo Centcom. O objetivo de Washington é aumentar a pressão econômica sobre o regime iraniano.
O USS George H.W. Bush, que transporta milhares de militares e diversas aeronaves de combate, incluindo caças projetados para missões de ataque, patrulha e defesa aérea, é parte fundamental deste esforço militar. A última vez que os Estados Unidos mantiveram três porta-aviões na área de responsabilidade do Centcom foi em 2003, durante a preparação para a invasão do Iraque.




