O governo israelense, liderado pelo premiê Benjamin Netanyahu, está à espera de um "sinal verde" do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para reiniciar a guerra contra o Irã. A declaração foi feita pelo ministro da Defesa, Israel Katz, na última quinta-feira (23), durante uma reunião no Ministério da Defesa.
Katz ressaltou que a autorização dos EUA é necessária para "completar a eliminação da dinastia Khamenei e trazer o Irã de volta à Idade das Trevas". Ele enfatizou que, na próxima ofensiva, os ataques serão significativos e direcionados a pontos vulneráveis do regime iraniano, que já sofreu danos substanciais em conflitos anteriores.
A situação no Oriente Médio se intensificou após a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em um ataque conjunto dos EUA e de Israel, ocorrido no primeiro dia da atual guerra, em 28 de fevereiro. Desde então, seu filho, Mojtaba Khamenei, foi indicado como sucessor em 8 de março, mas não foi visto publicamente, o que gerou especulações sobre seu estado de saúde.
Atualmente, o conflito permanece em um cessar-fogo tenso, que começou no dia 7 e deveria terminar na quarta-feira (22). Contudo, na terça-feira (21), Trump anunciou a extensão da trégua por tempo indeterminado, até que representantes do regime iraniano apresentem uma proposta unificada para encerrar as hostilidades.
As tensões entre Washington e Teerã também são refletidas em apreensões de navios no Oriente Médio, enquanto as negociações para um acordo definitivo continuam sem avanços. O regime islâmico se recusa a dialogar enquanto persistir o bloqueio naval americano aos portos iranianos.




