A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) revisou as normas para o uso de cúrcuma, também conhecida como açafrão, em suplementos alimentares. A atualização foi divulgada na quarta-feira (22) por meio do Diário Oficial da União e tem como objetivo ajustar os limites da substância, além de melhorar as informações nos rótulos, com a intenção de salvaguardar a saúde dos consumidores.
Essa medida foi tomada após a Anvisa identificar, durante o monitoramento pós-mercado, um potencial risco de danos ao fígado associado ao consumo de suplementos e medicamentos que contêm cúrcuma. Em março, a agência já havia emitido um alerta de farmacovigilância, com o intuito de informar ao público sobre os riscos envolvidos no uso desses produtos. Importante ressaltar que o uso culinário da cúrcuma não apresenta o mesmo risco, uma vez que as quantidades utilizadas na alimentação diária são significativamente menores.
O alerta da Anvisa se baseou em avaliações internacionais que reportaram casos suspeitos de intoxicação hepática em pessoas que consumiram produtos com cúrcuma ou curcuminoides. A agência destacou que o problema está particularmente relacionado a formulações e tecnologias que aumentam a absorção da curcumina a níveis muito superiores ao que é considerado normal.
Dentre as novas diretrizes, destaca-se a inclusão obrigatória de uma advertência nos rótulos dos suplementos que contenham cúrcuma. Essa advertência informa que o produto não deve ser consumido por gestantes, lactantes, crianças, pessoas com doenças hepáticas, biliares ou úlceras gástricas. Além disso, recomenda-se que indivíduos com enfermidades ou que fazem uso de medicamentos consultem um médico antes de utilizar esses produtos.
Os limites de consumo de curcumina agora devem ser calculados pela soma dos três principais componentes conhecidos como curcuminoides totais. Outra atualização importante é a inclusão dos tetraidrocurcuminoides na lista de ingredientes permitidos. No entanto, há uma restrição que proíbe a mistura desse novo componente com o extrato natural da planta dentro do mesmo produto, a fim de evitar a sobrecarga da substância no organismo.




